Dia Nacional de Luta defende banco 100% público

Em Brasília, manifestação em frente ao local do megaevento patrocinado pela Caixa, defendeu a manutenção do banco 100% público Em Brasília, manifestação em frente ao local do megaevento patrocinado pela Caixa, defendeu a manutenção do banco 100% público
quarta-feira, 16/05/2018

Os empregados e empregadas da Caixa Econômica Federal realizaram nesta quarta-feira (16/05), o Dia Nacional de Luta por mais respeito e valorização.

Foram realizadas atividades em diversas cidades do País como forma de dar uma resposta aos atos contraditórios ao governo Michel Temer (MDB), que manipula a empresa, reduzindo despesas com o quadro funcional ao mesmo tempo em que financia, com dinheiro público, um megaevento em Brasília/DF, com a presença de mais de 6 mil gestores.

O Sindicato dos Bancários de Brasília fez uma atividade paralela ao megaevento, defendendo a manutenção do banco 100% público.

 Em São Paulo, cinco superintendências foram fechadas e os trabalhadores e trabalhadoras entregaram a Carta Aberta à direção da Caixa.  Nas outras cidades do País também ocorreram atos e retardamento na abertura de agências.  

Para Dionísio Reis, coordenador da CEE (Comissão Executiva de Empregados), o Dia Nacional de Luta é contra a precarização das condições de trabalho e projetos que enfraquecem e diminuem a Caixa. “Nesta quarta-feira, 16 de maio, data em que iniciativas que significam o desmonte do banco servem como pano de fundo de um megaevento em Brasília, bancado com dinheiro público, nós, empregados e empregadas da Caixa, reivindicamos por mais valorização e respeito aos nossos direitos”, afirmou.

De acordo com a Carta Aberta, entregue ao banco, o clima de insegurança entre os trabalhadores se agrava em todas as unidades do País. “Decisões unilaterais estão levando ao encolhimento da empresa e restringindo as conquistas dos bancários e bancárias. Um dos exemplos é a redução do quadro de pessoal. Graças a programas de demissão e aposentadoria, mais de 16 mil empregados e empregadas deixaram o banco desde 2015, sem que houvesse a retomada das contratações”, diz o texto.

A Carta também cita a nova reestruturação em curso, chamada agora de Programa Eficiência, que é outro motivo de protesto dos empregados do banco.  Lançada no dia 19 de abril, a iniciativa mira na redução de despesas operacionais em R$ 2,5 bilhões até 2019.

“Mais uma vez, o que está em risco é o papel social da Caixa e os direitos da categoria. Ao contrário do que prevê o ACT (Acordo Coletivo de Trabalho), não houve qualquer debate prévio entre a direção da empresa e as entidades representativas dos empregados”, afirma o documento.

“Nós, empregados e empregadas da Caixa, defendemos um banco 100% público, fomentador do desenvolvimento econômico e social do país, por meio de políticas públicas. Defendemos também uma Caixa que valorize seus trabalhadores, pois são eles que constroem, todos os dias, essa empresa a serviço dos brasileiros, sobretudo dos mais carentes. Para isso, no entanto, respeito deve ser a palavra de ordem”, finalizou Dionísio Reis.

Fonte: Contraf-CUT

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