5ª CNMA começa nesta terça (6) com base em caderno de propostas construído pela sociedade civil

5ª CNMA começa nesta terça (6) com base em caderno de propostas construído pela sociedade civil

06 de maio 2025

Começa nesta terça-feira (6/05), em Brasília (DF), a etapa nacional da 5ª CNMA (Conferência Nacional do Meio Ambiente), reunindo delegados, convidados e observadores de todas as regiões do país. Até sexta-feira (9), os participantes irão analisar e deliberar sobre 100 propostas prioritárias para a construção de políticas públicas ambientais no Brasil.

Fruto de um processo participativo que envolveu Conferências Estaduais, Distrital e livres ao longo de quase um ano, a 5ª CNMA chega à sua fase final com o lançamento do Caderno de Propostas, um verdadeiro retrato da mobilização da sociedade civil em torno de temas centrais para o futuro do planeta e da população brasileira.

O documento, que também pode ser entendido como uma cartilha de referência para os debates, foi elaborado a partir da sistematização de 540 propostas das Conferências Estaduais e Distrital e 2.096 propostas das Conferências Livres, com curadoria técnica do Centro de Desenvolvimento Sustentável da UnB (Universidade de Brasília). A produção do material buscou respeitar a diversidade de visões e experiências, promovendo uma leitura nacional do que foi construído nas etapas locais.

Organizado em cinco eixos temáticos — Mitigação; Adaptação e Preparação para Desastres; Transformação Ecológica; Justiça Climática; e Governança e Educação Ambiental —, o Caderno reúne gráficos, dados e análises que contextualizam os desafios e propostas debatidos pela sociedade.

Para Elaine Cutis, secretária de Políticas Sociais da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), a Conferência é uma oportunidade fundamental para dar voz à Classe Trabalhadora nas decisões sobre o meio ambiente. “A construção coletiva que resultou nesse caderno demonstra o quanto a sociedade está engajada e disposta a buscar soluções para a crise climática. Nós, da Contraf-CUT, entendemos que justiça ambiental e justiça social caminham juntas, e é essencial que o mundo do trabalho esteja presente nesses debates, apontando caminhos para uma transição justa e inclusiva”, afirma Elaine.

A expectativa é que, ao final da 5ª CNMA, as 100 propostas escolhidas sirvam como base para a formulação de políticas públicas e ações concretas que enfrentem os impactos das mudanças climáticas, promovam a sustentabilidade e ampliem a participação popular nas decisões ambientais.

Clique aqui para baixar a Programação do evento.

Fonte: Contraf-CUT