Declaração dos Direitos Humanos foi assinada há 77 anos

Declaração dos Direitos Humanos foi assinada há 77 anos

10 de dezembro 2025

No dia 10 de dezembro de 1948 foi assinada a Declaração dos Direitos Humanos, documento que estabelece condições para que todas as pessoas possam viver com dignidade, sem discriminação de qualquer tipo e, principalmente, sem violência.

Esta data também marca o encerramento da Campanha 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher, iniciada no Brasil no dia 20 de novembro – Dia da Consciência Negra.

Neste período foram desenvolvidas atividades e divulgados materiais nas ruas e nas redes sociais destacando a importância de diversas datas, que buscam o fim não só da violência de gênero, mas também contra a discriminação de raça, de orientação sexual e contra as PcDs (pessoas com deficiência), entre outras.

Mas este ano a Campanha esteve mais focada à questão do feminicídio, crime que vem crescendo assustadoramente. Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de janeiro a setembro de 2025, revelam que 2,7 mil mulheres sofreram com esse crime no país. Infelizmente, outras 1.075 morreram vítimas do feminicídio.

O que estabelece a Declaração dos Direitos Humanos?  

A proclamação da Declaração Universal dos Direitos Humanos ocorreu em 1948, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, pouco tempo depois do fim da Segunda Guerra Mundial.

De acordo com o documento todos os seres humanos têm “Direito à vida, liberdade, igualdade, fraternidade, tolerância, não-discriminação, segurança; proibição da escravidão e da tortura; acesso à justiça, devido processo legal e presunção de inocência; respeito à privacidade e à intimidade; direito de ir e vir, direito de asilo e de nacionalidade; liberdade de pensamento, consciência, religião, opinião, expressão, reunião e associação; direitos políticos, econômicos e sociais; direito ao trabalho, direitos sindicais e proteção contra o desemprego; direito à educação e à cultura, enfim, o núcleo desses direitos todos passou a se confundir com o dos direitos reconhecidos, em seus próprios países, a uma parcela imensa da população mundial, pressionando também a outra parcela a reconhecê-los”.

Por Armando Duarte Jr., com informações da Contraf-CUT e G1