Encontro debate aumento de fraudes e precarização da segurança nas unidades bancárias

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23 de abril 2026

O Coletivo Nacional de Segurança do Ramo Financeiro realizou, na quarta-feira (22/04), uma reunião virtual para debater os principais problemas enfrentados por trabalhadores e clientes nas unidades bancárias em todo o país. O encontro reuniu representantes de diversas bases sindicais, que apresentaram demandas relacionadas às condições de segurança nos locais de atendimento.

Entre os temas centrais discutidos estiveram a retirada das portas de segurança em agências bancárias, a falta de medidas efetivas de proteção nas unidades de atendimento, além do crescimento das fraudes e dos golpes digitais. Também foi destacada a preocupação com o aumento de roubos em áreas de autoatendimento, especialmente em períodos de maior movimentação, como dias de pagamento de aposentados e datas de pico bancário.

Durante a reunião, os participantes avaliaram que o cenário exige atualização das reivindicações históricas da categoria diante das novas formas de violência e criminalidade que atingem trabalhadores e usuários do sistema financeiro.

Ficou definido que será renovada e atualizada a Minuta de Reivindicações de segurança que integrará a Campanha Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro 2026, incorporando os problemas levantados pelas bases sindicais.

A Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) encaminhará às Federações as cláusulas atualmente existentes nos Acordos Coletivos, com o objetivo de subsidiar os debates nas Conferências Regionais e Estaduais que antecedem a construção da pauta nacional.

O fechamento da nova Minuta ocorrerá durante a 27ª Conferência Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, prevista para o final de junho, em São Paulo.

Para o coordenador do Coletivo Nacional de Segurança do Ramo Financeiro, Jair Alves, o processo de escuta das bases é fundamental para enfrentar os novos desafios do setor. “A realidade da segurança bancária mudou muito nos últimos anos. Hoje lidamos não apenas com assaltos físicos, mas também com o crescimento acelerado das fraudes digitais e da violência nos espaços de autoatendimento. Por isso, é essencial ouvir as bases em todo o país para construir uma pauta atualizada, que garanta proteção efetiva para trabalhadores e clientes”, destacou Jair.

Fonte: Contraf-CUT