Privatização da Copel pode ser tema de CPI na Alep

Privatização da Copel pode ser tema de CPI na Alep

21 de junho 2023

Deputado Arilson Chiorato busca assinaturas para instalar a CPI O processo de privatização da Copel (Companhia Paranaense de Energia) pode ser investigado por uma CPI (C Comissão Parlamentar de Inquérito) na Alep (Assembleia Legislativa do Paraná). Este é uma iniciativa do deputado Arilson Chiorato (PT), Coordenador da Frente Parlamentar das Estatais e Empresas Públicas da Alep, que está buscando assinaturas de outros deputados para o requerimento que pede a abertura da CPI. São necessárias 18 assinaturas dos deputados para a Comissão ser instalada. A intenção do deputado é apurar a existência de uma suposta dívida da empresa no valor de R$ 3,2 bilhões, que foi denunciada na semana passada pela coluna Broadcast, plataforma do Grupo Estado especializada em mercado Financeiro. De acordo com ele, também poderão ser esclarecidas na CPI possíveis irregularidades e infrações cometidas pela Copel no processo de privatização, como a contratação e execução de trabalho de assessorias e auditorias. “Protocolamos o requerimento e agora vamos atrás de colher assinaturas para a CPI da Copel. Precisamos de transparência nas contas. Irregularidades no balanço e contratações suspeitas precisam ser esclarecidas”, comentou Arilson. Ainda segundo divulgou a coluna Broadcast, a direção da Copel entrou com vários recursos na Justiça do Paraná para tentar anular uma dívida, entre os quais um pedido de ação anulatória, junto à 1ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba, que foi negado. Em outra tentativa, na 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná, o desembargador Renato Lopes de Paiva também não acatou o pedido da empresa. No requerimento da CPI o deputado destaca que a reportagem “expôs uma situação de extrema insegurança jurídica e de prejuízos irreparáveis para o Estado e para os acionistas, pois confirma a existência de dívida, inclusive por decisão judicial, e os valores provisionados pela direção da estatal são muito inferiores do que o valor da dívida, uma diferença, no mínimo, de mais de R$ 2 bilhões”. Explicações à CVM Outro fato que embasa o pedido do deputado Arilson Chiorato para abertura da CPI é a decisão da CVM (Comissão e Valores Mobiliários), que notificou a Copel na última quinta-feira (15/06) para prestar explicações sobre a possível omissão da dívida nos balanços. Em resposta, a empresa emitiu Comunicado ao Mercado. Contudo, de acordo com o pedido de aberta da CPI, a Copel “não explicou o motivo da perda provável, não esclareceu porque o pedido é de quase R$ 3 bilhões, bem como continua omitindo informações sobre a ação anulatória e suas decisões negativas para a companhia pública perante a 1ª Vara de Fazenda Pública de Curitiba, dentre outras incongruências”. “A omissão da dívida do balanço da estatal remete ao Caso Americanas, que omitiu dos acionistas a real situação financeira da empresa. Como havíamos denunciado, é importante investigar profundamente, se houve fraude ou maquiagem da situação fiscal. A Copel, do Ratinho Jr., virou a Americanas do Paraná. A Copel não precisa ser entregue ao mercado, precisa ser cuidada e administrada por quem realmente entende seu valor, que vai muito além do preço das ações”, disse o deputado. Fonte: assessoria deputado Arilson Chiorato