Rita Serrano garante que ‘gestão pelo medo acabou na Caixa’

Rita Serrano garante que ‘gestão pelo medo acabou na Caixa’

13 de janeiro 2023

Em concorrida cerimônia realizada na noite de quinta-feira (12/01), data que marca os 162 anos da Caixa Econômica Federal, Rita Serrano tomou posse na Presidência do banco. Em seu discurso, a empregada de carreira, que foi diretora da Fenae (Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa) e representante eleita dos empregados no Conselho de Administração da empresa, recebeu aplausos calorosos ao ressaltar que “a gestão pelo medo na Caixa acabou” e afirmar que os empregados “não fogem à luta” e vão ajudar a construir um novo Brasil. Humanizar as relações de trabalho, após “avassaladora política” de assédio na gestão do último governo, é um dos compromissos assumidos por Rita. Reorganizar o banco para cumprir com excelência o gerenciamento  de programas de transferência de renda e do  Minha Casa Minha Vida, ampliar a parceria com estados e municípios para o desenvolvimento de projetos de infraestrutura, promover a inclusão bancária, avançar em tecnologia para oferecer melhores serviços e atendimento à população, buscar a rentabilidade do negócio com equilíbrio  entre as operações comerciais e ações de inclusão, investir em projetos culturais e atuar em temas relacionados a sustentabilidade, são outras das diretrizes estabelecidas pela presidenta. Ela acredita que só seria possível o convite a uma militante, empregada de carreira há 33 anos e dedicada à defesa da Caixa e dos empregados em um governo ousado, comprometido com a democracia, a igualdade e a justiça social. Ela agradeceu a confiança e o apoio de Lula e afirmou: “sei que a minha missão não será fácil, mas o desafio de modernizar o banco para ampliar sua atuação no sistema financeiro e na melhoria de vida da população é auspicioso”. A nova presidenta afirmou que se hoje o Estado conta com um banco público do porte da Caixa foi porque ao longo dessa história, os empregados, entidades e movimentos organizados empunharam a bandeira de defesa do banco frente a tentativas de privatização. Rita foi empossada no cargo pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que destacou a importância da Caixa para que os brasileiros conquistem seus sonhos, lembrando do financiamento estudantil e do atendimento republicano da empresa a estados e municípios. Fiel às suas origens, Rita Serrano encerrou seu discurso de posse lembrando que os empregados da Caixa já provaram ao longo da história que não fogem à luta. “É tempo de alegria, de reconstrução, de futuro. Juntos e unidos, olhando para frente é o que vamos fazer aqui no banco e contribuir para um novo Brasil”, finalizou sob fortes aplausos “Voltar a sorrir” Falando de improviso, o presidente Lula parabenizou Rita Serrano e afirmou que a escolheu por sua história e referência e disse que espera que ela dedique à Presidência da Caixa como se dedicou como empregada e militante política em defesa da empresa. “O Brasil cansou de tristeza, cansou de muito ódio, de muitas raivas e ofensas, temos o direito de voltar a sorrir, voltar a ser mais feliz, viver de forma mais fraterna e democrática. A Caixa tem um papel extraordinário ao atender ao país, pude ver no Minha Casa Minha Vida”, afirmou. O presidente anunciou que ainda neste mês obras do programa iniciadas no governo Dilma serão retomadas e entregues. “Temos casas para inaugurar que começaram no governo Dilma e ficaram paradas depois. Começamos, deixamos pensando que os outros iam fazer, não fizeram, mas agora vamos inaugurar”, ressaltou. Lula acredita que a empresa pode contribuir para construir uma narrativa diferente no país, onde os recursos destinados ao social, à saúde e à educação sejam vistos não como gastos, mas como investimento. Para essa missão, afirmou ter certeza de que poderá contar com a Caixa e seus empregados mais uma vez. Presente à cerimônia, o presidente da Fenae, Sergio Takemoto, considerou simbólico que a posse tenha sido realizada no dia em que se comemora os 162 do banco público: “Esperamos que realmente seja o início de uma nova Caixa para um novo Brasil, porque os empregados e a empresa merecem respeito e o Brasil precisa da empresa e do nosso trabalho”, afirmou. Fonte: Fenae