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18 DE novembro DE 2025
A Cúpula dos Povos, evento paralelo à COP30 (30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas), terminou no domingo (16/11) com um ato político que reuniu de pessoas de diversos territórios do Brasil e do mundo. Ponto alto do encerramento foi a leitura pública da carta final intitulada Declaração da Cúpula dos Povos rumo à COP30, documento que sintetiza as denúncias, propostas e agendas construídas ao longo dos cinco dias de atividades com o acúmulo político das mais de 1,3 mil organizações participantes. A carta foi entregue, logo em seguida, ao presidente da COP30, André Corrêa do Lago. A CUT esteve presente em todo o processo e integrou a leitura do documento, representada pela presidenta da CUT-Pará, Vera Paoloni. O encerramento foi acompanhado também pelo cacique Raoni Metuktire, liderança histórica dos povos indígenas do Brasil, que há décadas denuncia a destruição ambiental e o avanço de violações contra povos originários. Em sua fala, Raoni lembrou que ele alerta para a crise ambiental desde muito antes de o tema ocupar a agenda global. “Há muito tempo eu vinha alertando sobre o problema que, hoje, nós estamos passando, de mudanças climáticas, de guerras”, afirmou. Ele convocou os movimentos presentes a seguirem mobilizados: “Peço que possamos dar continuidade a essa missão de defender a vida da Terra, do planeta. Que tenhamos essa continuidade de luta contra aqueles que querem destruir a nossa terra”, disse. Carta final convoca organização global dos povos e denuncia falsas soluções A leitura da carta política da Cúpula, feita de forma coletiva por representantes de diversos movimentos, marcou o tom do encerramento: um chamado à ação, à solidariedade internacional e ao enfrentamento direto às estruturas que alimentam a crise climática. A presidenta da CUT-Pará, Vera Paoloni, participou desse momento e recitou um trecho central do documento, que resume o espírito do encontro: “A nossa tarefa política principal é o trabalho de organização dos povos em todos os países e continentes. Vamos enraizar nosso internacionalismo em cada território e fazer de cada território uma trincheira de luta internacional. É tempo de avançar de modo mais organizado, independente e combativo para aumentar nossa consciência, força e combatividade. Agora eu vou dizer e vocês vão repetir: Povos do mundo, unidos. Povos do mundo, uni-vos”. O texto denuncia as “falsas soluções” apresentadas por governos e corporações para enfrentar a emergência climática, especialmente aquelas baseadas em mecanismos de mercado que não alteram a lógica de exploração dos territórios. O documento afirma que a crise climática é resultado direto do modo de produção capitalista, responsável por aprofundar desigualdades, impor violência aos povos e provocar degradação ambiental em escala global. A carta aponta ainda que as comunidades periféricas, povos indígenas, ribeirinhos, quilombolas, trabalhadores rurais e populações negras são os grupos mais impactados pelos eventos climáticos extremos, consequência direta do racismo ambiental e da desigual distribuição de poder e recursos. Leia aqui a DECLARAÇÃO DA CÚPULA DOS POVOS RUMO A COP30 Responsabilização das transnacionais e reivindicações para transição justa Um dos eixos centrais do documento é a responsabilização clara das corporações transnacionais — mineradoras, empresas de energia, indústria bélica, agronegócio e Big Techs — pela catástrofe climática. A carta defende que não haverá transição justa sem enfrentamento direto à concentração de riqueza, à exploração dos territórios e às estruturas que criminalizam povos e movimentos sociais. Entre as reivindicações apresentadas estão: • demarcação imediata de terras indígenas e de outros povos tradicionais; • reforma agrária e fortalecimento da agroecologia; • fim do uso de combustíveis fósseis; • taxação das grandes corporações e dos mais ricos para financiar a transição justa; • participação direta dos povos nas decisões climáticas; • fim das guerras e das intervenções imperialistas; • valorização dos saberes ancestrais como referência legítima para soluções climáticas. A carta dedica parte substancial à crítica aos conflitos e guerras em curso no mundo, com denúncia explícita do genocídio contra a Palestina e solidariedade às populações que resistem a intervenções militares, inclusive no Caribe e na África. O documento afirma que o imperialismo segue ameaçando a soberania dos povos e instrumentalizando conflitos para manter privilégios econômicos e geopolíticos. Autoridades recebem a carta e assumem compromissos O encerramento contou com a presença das ministras Sônia Guajajara (Povos Indígenas) e Marina Silva (Meio Ambiente e Clima), além do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, que recebeu oficialmente a carta. Boulos anunciou que a Secretaria-Geral abrirá uma mesa de diálogo permanente com os povos do Tapajós, para assegurar participação direta antes da implementação de qualquer projeto na região. Para ele, a democracia exige escuta ativa e protagonismo dos territórios. Sônia Guajajara ressaltou que acolher a carta é reconhecer a centralidade dos povos na defesa da vida. “A democracia é feita com participação do povo, com escuta e compromisso”, afirmou. Marina Silva reforçou que o país enfrenta uma emergência climática. “O que foi feito até agora não tem sido suficiente, porque o clima já mudou”, disse. André Corrêa do Lago, presidente da COP30, comprometeu-se a apresentar o documento nas reuniões de alto nível que terão início nesta segunda-feira (17). CUT reforça papel estratégico da Classe Trabalhadora Ao longo da Cúpula, a CUT participou de diversos debates, inclusive como parte do Eixo 3, dedicado à crítica aos modelos econômicos vigentes e aos impactos da transição energética. Nesse espaço, representantes de diferentes países denunciaram a captura corporativa da agenda climática e defenderam que a transição deve ser conduzida com democracia, soberania dos povos e garantia de direitos trabalhistas. No debate, a secretária nacional de Meio Ambiente da CUT, Rosalina Amorim, lembrou que comunidades periféricas continuam excluídas dos processos decisórios e que a transição não pode se transformar em nova forma de desigualdade. O Eixo 3 serviu como exemplo da diversidade de debates que compuseram a Cúpula e do papel da CUT na defesa de uma transição justa orientada pelos povos. Participação massiva e encerramento com banquetaço popular A Cúpula dos Povos reuniu cerca de 70 mil pessoas de movimentos sociais locais, nacionais e internacionais, povos indígenas, trabalhadores urbanos e rurais, população em situação de rua, juventudes, mulheres, população LGBTQIAPN+, pescadores, quilombolas, marisqueiras e diversos outros grupos que formam a pluralidade da Amazônia e do Sul Global. A abertura teve uma grande barqueata pela Baía do Guajará, e o encerramento contou com um banquetaço popular na Praça da República, preparado por cozinhas comunitárias e acompanhado de apresentações culturais abertas ao público. A carta final sintetiza esse espírito de pluralidade e afirma: “Nossa visão de mundo está orientada pelo internacionalismo popular, com intercâmbios de saberes que constroem laços de solidariedade e cooperação entre nossos povos”. Por André Accarini/CUT Brasil, com informações do Governo Federal e da Agência Brasil
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